Nível de informatização da BCE

A Biblioteca Central iniciou o processo de informatização na década de 1990, através de discussão plena para a definição de um planejamento estratégico de análises crítica e sistemática, adequado as rotinas e sub-rotinas de cada Divisão de serviços. A priori, a coleção geral foi dividida em dois segmentos acervos de publicações periódicas e de livros (juntamente com os demais materiais), na tentativa de adequar a nossa situação as poucas opções de softwares home específicos e vigentes na época.Os softwares que surgiram na história da informatização das bibliotecas universitárias no Brasil foram desenvolvidos por instituições em situações isoladas, com base nas especificidades e necessidades de suas bibliotecas, situação esta, que gerava dificuldade para os interessados em implantar em suas respectivas instituições. Fato que invalidava as questões referentes aos equipamentos - máquinas, infra-estrutura, manutenção e repasse das novas versões etc. e a própria capacidade e qualidade dos sistemas envolvidos.

Para o acervo de publicações periódicas e seriadas foi desenvolvido pela BCE-PTE/Serviço de periódicos e NPD o “Sistema Automatizado de Publicações Periódicas e Seriadas”, cuja sigla derivada é “SAPPS” com base no controle da coleção-Arquivo Kardex com recursos de busca por assunto e de aquisição vigorando até o momento. Também, foram criados vários contrôles/base do fichário topográfico para os demais acervos em CMS. Para dar continuidade ao processo de informatização da BCE/UEM, foi instituída uma comissão, sob a Portaria nº 518/90-GRE (NPD-BCE/PTE), com o objetivo de planejar, realizar estudos pertinentes a área e visitas técnicas. A política da Universidade na ocasião, defendia o processo de informatização de todos os setores com a utilização de redes de equipamentos para Mainframe-IBM-3090, existente no Campus. Para dar início, os membros da Comissão visitaram várias instituições, como ITA, USP IBM-Sumaré, PUC-Curitiba, CELEPAR, SENAC-Rio de Janeiro, Fundação SEADE-São Paulo, Grupo de Usuários do Micro-Isis-SãoPaulo/Metrô e Curitiba e Feiras de Informática/SP com o propósito de conhecer e trocar experiências. Com o desenvolvimento do sistema SAB-II da IBM para acervo e serviços bibliográficos de forma integrada, foi solicitada à Universidade do Rio Grande, instituição responsável pelo desenvolvimento e repasse, a instalação do mesmo para fins de teste.

O sistema era compatível com as necessidades da Biblioteca Central por ser um pacote global e da facilidade de manter intercâmbio com as instituições que o adquiriram (cerca de 32 instituições). O software foi implantado, mas inoperante, devido a eventual retirada do equipamento 3090-IBM, e da instalação de rede de micros. Esta mudança considerável causou impacto significativo em todo o processo e acarretou uma nova desenvoltura frente a política atual de instalação de rede de micros na Universidade. Sendo assim, os membros da comissão buscaram as novas alternativas disponíveis, dentre elas, o conhecimento do Software micro-isis da UNESCO e repassado pelo IBICT e este para as bibliotecas brasileiras para o desenvolvimento e gerenciamento das suas bases específicas.

A Biblioteca Central adquiriu a versão 1.0 e posteriormente as novas versões com o propósito de mantê-lo como medida paliativa emergencial até a solução definitiva do Projeto de Informatização através de um sistema integrado, com a finalidade de viabilizar a organização das coleções e de determinados serviços. Em meados de 1991, os membros da Comissão fizeram o módulo básico do Software Micro-Isis, versão 2.3, oferecido pela Biblion Consultoria, São Paulo. Assim, a Divisão de Processamento Técnico da BCE, juntamente com o Núcleo de Processamento de Dados-NPD, desenvolveram na época 7 bases de dados para o controle de algumas rotinas. Paralelamente, como medida mitigadora, foram desenvolvidas várias bases de dados em diferentes plataformas e sistemas. O resultado desse trabalho gerou 7 bases para cada serviço de tratamento da informação com metodologia adequada conforme normas de organização. A partir de 2002, essas bases foram disponibilizadas aos usuários do Sistema de Bibliotecas da UEM, para consultas internas on-line. Gradativamente as demais Divisões adotaram o mesmo procedimento e futuramente essas bases foram totalmente modificadas e estruturadas para atender as necessidade vigentes. Em 1995, a Biblioteca Setorial do Nupélia elaborou um novo projeto de informatização para angariar recursos para aquisição do sistema integrado, visando a possibilidade de implantação de um projeto global de informatização das bibliotecas de forma integrada, encaminhando. Em 1996, com a proposta apresentada à BCE, o projeto de informatização transformou-se no Sistema Integrado de Bibliotecas da UEM-SIBI/UEM e apresentado ao CNPq, Petrobrás, Fundação Vitae, Boticário e Eletrobrás. Todos os esforços foram envidados mas, sem sucesso. Em 2002 a BCE, juntamente com a UEL e a Universidade Federal do Paraná adquiriram o Software Virtua da VTLS, Inc - Universidade da Virginia, específico para bibliotecas, com sede em Blacksburg, VA, e com representante no Brasil na cidade do Rio de Janeiro através da VTLS-Americas.

Esse software é o mesmo da UFPR, UEL, FGV, Biblioteca de Alexandria (Egito) entre outras de destaque. Devido a vários fatores atípicos (migração das bases existentes em formato MARC, aquisição de servidor específico, licença para uso do Oracle, etc.) atrasaram o andamento do trabalho em relação às demais universidades participantes.

O sistema é de forma integrada, com protocolo Z.39, estruturado em formato MARC, editado pela Library of Congress-USA e específico para controle e registro bibliográfico. Atualmente, estamos finalizando o processo de migração das bases desenvolvidas no Micro-Isis, CMS, e banco de dados SAPPS/UEM para o Sistema VIRTUA. Processo este, de grande complexidade e detalhes devido aos formatos específicos de cada base e do sistema. A amostragem de cada base com os parâmetros estabelecidos pela VTLS-Americas já foi encaminhada para para a Universidade da Virginia, VTLS, Inc. para fins de teste. A probabilidade da implantação do Sistema VIRTUA na UEM com o cronograma de out./2005 a fev. /2006, concomitantemente com o processo de implantação do projeto Biblioteca Digital da Produção Científica da UEM

Após a migração, o sistema foi inaugurado no dia 03 de julho de 2006, com a liberação oficial das etapas 1 – migração e 2 – consulta.

A terceira e última já está sendo cumprida com o ítem módulo de empréstimo.